Sem dúvida estamos vivendo um tempo atípico, envoltos em novos desafios que aos poucos vamos aprendendo a lidar. Nos vemos mergulhados em questionamentos, indagações e reflexões que mobilizam em cada um de nós uma mistura de fortes sentimentos e emoções.
Em poucos dias a agitação tão comum das ruas, característica dos tempos modernos, foi substituída por uma maior movimentação dentro das casas. Fomos impelidos a fazer mudanças significativas em nossa rotina, nos nossos hábitos. Filhos em casa, pais buscando uma nova ordem para manterem suas atividades de trabalho e de repente fomos pegos de surpresa na necessidade de desenvolvermos novas formas de convivência humana. Afastados dos ambientes que frequentávamos e muitos de nós distantes de entes queridos, buscamos alternativas para criar uma nova rotina. Percebemos como somos capazes de nos adaptar e como esta capacidade é nosso maior aliado em tempos como este, como foi em outras experiências desafiadoras que a humanidade já atravessou.
Somos convidados a rever nossa concepção sobre o que é cuidar de nós mesmos e dos outros. Despertados na nossa consciência coletiva, reconhecendo que somos seres sociais, que dependemos uns dos outros para alcançarmos melhores formas de vida. Percebemos que nosso descuido conosco não para em nós, mas reflete na vida de outras pessoas de forma impactante. Estamos em um tempo de aprendizagem que nos coloca uma nova condição de vida. Nos damos conta de como a convivência humana é valiosa e como compomos com outro histórias incríveis. E é exatamente isso que estamos fazendo agora!
Temos visto manifestações em todo o mundo que nos indicam como é imensa a capacidade humana de criar alternativas positivas diante das adversidades. Vemos pessoas vencendo a solidão, o isolamento, se abrindo para novas formas de comunicação e comunhão com outro. Também não tem sido raro o comportamento empático de muitas pessoas que se veem na condição de auxiliar um idoso ou aqueles que fazem parte do grupo de risco e que neste momento necessitam de maiores cuidados. Empresários de diferentes ramos estão em busca de formas sustentáveis de atravessar esta crise, que também é econômica. Enfim, saímos forçosamente de nossa zona de conforto, o que significa que também estamos vivendo um franco processo de crescimento pessoal e coletivo.
Então vamos lá! Vamos pensar em como podemos nos colocar diante desta vivência? Como podemos contribuir neste momento? A superação destas dificuldades está nas mãos de cada um de nós e a união de esforços fará toda diferença para alcançarmos os resultados que desejamos. Vamos acatar as orientações dadas pelos órgãos da saúde e por nossos governantes, ainda que isto signifique um esforço para abrir mão temporariamente de coisas que nos são preciosas.
Vamos conquistar juntos dias melhores para todos! Estamos juntos nesta caminhada!!

Fabiana Guimarães
Psicóloga do Colégio Cepoc

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